De longe,
Dante avistou aqueles dois. Uma ele conhecia. Era quem deveria matar. Mas o
rapaz, Dante não tinha ideia de quem poderia ser. Porém pouco importava, pois o
rapaz era um mero mortal e se não causasse problemas, ele o deixaria vivo,
afinal sua missão era dar fim à vida da garota. Junto com Dante, haviam mais
cem demônios. Seu pequeno exército.
Ele se encontrava no alto do Big
Bang, apenas observando os dois fugirem dos demônios. Pensou: “Como esses dois
podem ser uma ameaça se nem dar conta dos demônios conseguem? Além disso, são
covardes, pois apenas fogem”.
Ficou lá no alto, observando por mais alguns minutos enquanto os dois chegaram a um campo. E foi aí que Dante entendeu tudo e ficou surpreso: Os dois deram cabo a cem demônios em menos de trinta segundos. Nem ele, considerado um dos mais fortes, conseguiria tal feito. Ficou intrigado.
Ficou lá no alto, observando por mais alguns minutos enquanto os dois chegaram a um campo. E foi aí que Dante entendeu tudo e ficou surpreso: Os dois deram cabo a cem demônios em menos de trinta segundos. Nem ele, considerado um dos mais fortes, conseguiria tal feito. Ficou intrigado.
Após a matança, os dois seguiram
viagem. Geralmente, Dante teria os matado logo de cara, porém sua curiosidade
falou mais alto e ele resolveu segui-los. Dante tinha cabelos escuros e olhos
verdes. Seu porte físico era de um homem saudável próximo dos trinta anos.
Trazia junto de si duas katanas, e tinha aberta em suas costas um par de asas
pretas. Eram asas enormes e capazes de suportar horas e horas de voo. No lado
esquerdo do seu rosto havia uma tatuagem. Quem olhasse de relance não
entenderia. E mesmo, muitos que olhassem com atenção também não saberiam o que
era aquilo. Poucos saberiam que quem trazia aquela marca em seu rosto era um
aliado do Diabo.
Dante seguiu os dois jovens, voando
acima deles a uma altura que eles não pudessem ver. Foram quase duas horas de
voo, até que os dois decidiram parar. Ficaram ali por aproximadamente quinze
minutos, até que algo aconteceu. E, pela primeira vez após muito tempo, Dante
estremeceu. Das sombras de dois prédios, vinham dois jovens, um rapaz e uma
garota. Mas não foi isso que fez com que Dante sentisse medo. Junto dos dois
estavam, nada mais nada menos, que Gabriel e Rafael.
Durante todos os anos, Dante agia o mais rápido possível para
evitar que isso acontecesse. Ele sabia que se encontrasse com os dois,
provavelmente sua vida estaria acabada. Então, decidiu se esconder.
Dante ouviu aquela voz em sua cabeça: “ – Dante, por que
não se junta a nós?”.
Se desesperou. Eles sabiam que ele estava ali. Agora era questão de tempo para seu fim. Pagaria por todo o mal que fizera. Como não tinha mais escolha, resolveu atender ao pedido de Gabriel.
Se desesperou. Eles sabiam que ele estava ali. Agora era questão de tempo para seu fim. Pagaria por todo o mal que fizera. Como não tinha mais escolha, resolveu atender ao pedido de Gabriel.
- Olá, Gabriel. Olá,
Rafael. Há quanto tempo, hein?
- É, filho, há muito
tempo mesmo. Acho que você chegou atrasado para esses dois.
- É. Minha curiosidade
acabou condenando minha vida. Talvez agora, eu encontre paz finalmente.
- Acho que não dessa
vez. Não por nossas mãos. – Falou Gabriel.
- Susanna, Damon, este
é Dante. Ele foi o responsável pela morte de vocês dois. Mas, felizmente,
conseguimos chegar a tempo, desta vez, para salvá-los. – Disse Rafael.
- Como assim, Rafael?
Como ele pôde ter nos matado se estamos vivos?
- Daqui a algum tempo,
quando for o tempo certo, explicarei a vocês, minha cara.
- Você é esquisito –
Comentou Susanna, irritada. – Vocês todos são. Bando de esquisitões.
Dante deu uma gargalhada, mas logo se conteve. O que
estava acontecendo? Há anos que ele não sentia vontade de sorrir, quem dirá de
gargalhar daquele jeito.
- Já que não vão me
matar, posso ir?
- Pode, Dante, mas
primeiro ouça o que temos a pedir. Precisamos de você. – Falou Rafael.
- Vocês dois sabem
muito bem que não posso me juntar a esta causa. E se bem me lembro, eu
contei-lhes o motivo.
- Claro que lembramos,
criança. E é por isso mesmo que eu digo que você tem de vir conosco. Estamos em
uma missão de resgate, muito arriscada. Precisamos salvar um de vocês. O
problema, e talvez a solução, é que ele se encontra no Inferno.
- E vocês acham que conseguirão
resgatá-lo? – zombou Dante.
- Sozinhos, não. Mas
com todos os onze, mais eu e Gabriel, temos grandes chances.
- Hmmmmm.... Mas ainda
não entendi o porquê eu toparia entrar nessa.
- Dante, Dante. Abra sua mente. Iremos ao Inferno. Podemos,
finalmente libertar você do que o prende a Lúcifer.
Dante não conseguiu evitar que uma fagulha de esperança
reaparecesse em sua mente, mas logo lembrou de quem teriam de enfrentar e do
que sua única tentativa de se opor ao Diabo lhe custou.
- Não me juntarei a
vocês. Por acaso, vocês se lembram o que aconteceu da última vez? Inclusive,
isso tudo que tenho de fazer é consequência das ações de vocês, as quais eu fui
tolo ao aceitar. Mas não cometerei esse erro novamente. Adeus. E crianças,
cuidem para não cruzarem meu caminho.
Então, Dante levantou voo. Mas, não conseguiu apagar
totalmente aquela pequena fagulha de esperança. Por isso, decidiu seguir os
quatro.
“- Quem sabe .... Que
Deus os ajude. Que ele nos ajude” – Pensou Dante.