terça-feira, 7 de maio de 2013

O livro dos Myers


O livro dos Myers
            Podiam-se ouvir os passos acelerados pisando sobre as poças d'água. Susanna e Damon corriam o mais depressa possível.
 - Vamos, Damon. Nessa velocidade, eles vão nos alcançar.
- Irmãzinha, você sabe que eu estou apenas lhe acompanhando. Se eu quisesse, já estaria a anos luz longe daqui. - Susanna deu um sorriso e continuou a correr. - Precisamos chegar a um campo aberto. Aqui por entre esses prédios, estamos perdidos e certamente, mortos. - Falou o pequeno rapaz.
- Com certeza, pirralho. Se eu não estiver enganada, mais uns cinco minutos nessa direção e chegaremos ao parque.
- Ah, moleza então. Quem chegar por último paga a próxima refeição. - Falou o ágil Damon, e saiu correndo á frente da garota.
            Susanna tinha 19 anos e não atendia aos padrões de beleza convencionados pela maioria dos homens. E ela não se importava com isso. Usava roupas pretas na maior parte das vezes e seu cabelo era muito escuro. Tinha os braços cheios de tatuagens e um alargador em sua orelha direita. Era alta, mas não o suficiente para torná-la esquisita. Certamente, era muito bonita, mesmo que fora dos padrões.
            Ela trazia em sua mão direita um martelo de guerra, dado por Gabriel. O engraçado e intrigante era a facilidade que ela tinha para carregá-lo como se seu peso fosse insignificante.
            Seu irmão não se parecia em nada com ela. Damon tinha 15 anos. Era pequeno e magro. Ao contrário de Susanna, seus cabelos eram de um louro quase dourado. Essa diferença dava-se ao fato de Susanna ser adotada e ele, não. Damon tinha como arma uma adaga. Era a arma perfeita, pois com sua agilidade, ele fazia um tremendo estrago quando lutava com os tais demônios.
            Damon usava esse óculos de uma lente só, dado a ele por Gabriel, junto com sua adaga, para que pudesse enxergar os demônios. Ele é um mortal e só soube da existência desse mundo por trás da terra por culpa de sua irmã. Após um longo e entediante discurso de Gabriel sobre como era importante que ninguém mais soubesse sobre tudo, o Anjo concordou em deixar o Damon fazer parte da Guerra. Não porque ele acha-se correto, mas porque Susanna concordou em batalhar somente se o seu irmão pudesse ir junto, já que por culpa disso tudo, os dois perderam seus pais.
            E desde então, Damon e sua irmã vivem por ai tentando dar cabo do máximo de demônios que eles puderem.
- Ali, Damon! Chegamos ao parque.
            Susanna se virou, tirou um cigarro do bolso e o acendeu: - Hora da diversão.
            Eram aproximadamente cem demônios contra somente os dois. A agilidade de Damon talvez fosse o que mantinha os dois vivos. Eles avançaram contra as criaturas, matando uns três ou quatro por segundo. Era incrível como os dois juntos se transformavam em uma máquina de exterminar criaturas infernais. Damon, com sua super agilidade. E Susanna com a força de sua super arma.
            Em menos de trinta segundos não havia mais rastro algum de nenhum demônio. Susanna bateu a cinza do cigarro e disse:
- Essa foi moleza. Acho que batemos um recorde.
- Certamente, a mais fácil de todas. - Respondeu o rapaz.
- Então, vamos adiante que o lugar em que Gabriel pediu para que fossemos encontrá-lo fica a algumas horas daqui. E pelo que ele falou, lá a diversão vai ficar mais intensa.
- Ele falou algo sobre o porquê precisamos ir para lá? - Perguntou Damon.
- Não. Só disse que era importante que fôssemos e que chegássemos a tempo, pois eles precisariam de nós.
- Hum. Estranho. Mas tudo bem, quanto mais desses pra dar fim, mais divertida a viagem.
                Então os dois seguiram, por cerca de duas horas, sem encontrar mais nenhum demônio no caminho.

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